Celebrado em 2025 no dia 13 de março, o Dia Mundial do Rim é uma data que tem como objetivo disseminar informações sobre as doenças renais, com foco na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado. A nefrologista do Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais (HUCM-MG), Dra. Lívia Duarte, explica que a doença renal não é uma condição rara. “É possível se surpreender ao saber o quão comum é a doença renal. Por isso, é necessário procurar um nefrologista que ajude a diminuir as chances de progressão.”

De acordo com a médica, medidas de prevenção são essenciais para manter a saúde dos rins. Para isso, os nefrologistas recomendam a adoção de alguns cuidados como: controlar adequadamente a pressão arterial; manter um nível benéfico da glicemia; alimentar-se corretamente; hidratar-se de maneira apropriada; praticar exercícios físicos; e modificar o estilo de vida. “De maneira geral, o ideal é que a pressão arterial seja mantida abaixo de 12x8 e que a glicemia seja controlada com uma dieta que opte pela redução de carboidratos, além de evitar o tabagismo e o álcool.”

A prevenção é fundamental para o não desenvolvimento de comorbidades (fatores de risco) que auxiliam na formação de doenças renais.

Segundo Dra. Lívia, os principais fatores de risco são:

  • diabetes;
  • hipertensão;
  • doenças cardiovasculares;
  • obesidade;
  • histórico familiar de doença renal;
  • etnia;
  • estilo de vida (tabagismo e uso abusivo de anti-inflamatórios);
  • condições gestacionais como nascimento prematuro e restrição de crescimento intrauterino,
  • nefrolitíase (pedra nos rins) recorrente.

A nefrologista ainda cita os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença renal crônica (DRC). “No Brasil, a principal causa da DRC é a hipertensão arterial sistêmica e a segunda é a diabetes.”

Sinais de alerta

Dra. Lívia explica que os estágios iniciais são assintomáticos, mas que, após o desenvolvimento da doença, alguns sintomas podem indicar problemas nos rins. “Alterações na urina, como cor avermelhada, presença de espuma ou redução da produção de urina, são os principais sinais. Além deles, inchaço nos olhos, tornozelos e pés, assim como fadiga, náuseas e diminuição do apetite são indícios que podem significar disfunção renal.”